O padre Germano Lauck, que faleceu em 2009, completaria 92 anos neste domingo, 1º de março.
Verdadeiro ícone da Matriz São João Batista, é admirado como um “santo” pelos fiéis que com ele conviveram e, mais ainda, pelos que atuaram com padre Germano em projetos sociais e de evangelização, desde os anos 1970 até sua morte, em 1º de fevereiro de 2009. Seu túmulo, no pátio da matriz, é um local de visitação e de orações.
Padre Germano foi um revolucionário da fé e de ações de movimentos sociais religiosos da Igreja Católica. Com seu trabalho incansável, evangelizou e ajudou muitas pessoas em situação vulnerável em Foz do Iguaçu e toda a região de fronteira.
Projeto social
Uma das heranças deixadas por padre Germano foi o Projeto Social Esperança e Vida, localizado no Jardim Panorama. O projeto surgiu em 1997 para atender dezenas de desabrigados por uma enchente que afetou comunidades ribeirinhas de Foz do Iguaçu.
Mas, quase 30 anos depois, mantém o atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
O projeto é conduzido pela ministra da paróquia Maira Kodama e voluntários, que atendem pessoas que vêm em busca de alimentos já prontos e também com cestas básicas, graças a doações da Ceasa, da comunidade e de órgãos oficiais.
Mas, sempre, é necessário que os voluntários batalhem para conseguir o auxílio. Um dos projetos mais antigos da entidade é o sopão, servido em quatro localidades carentes a mais de 400 pessoas, três vezes por semana. O projeto atende também com serviços de alfabetização, bordado e informática.
Homenagem
O trabalho de padre Germano Lauck foi reconhecido oficialmente pelo poder público de Foz do Iguaçu. Em 2006, a Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu concedeu ao padre o título de cidadão honorário da Câmara de Vereadores de Foz.
Em 2011, o novo hospital municipal da cidade, que substituía a Santa Casa, fechada por falta de condições de utilização, recebeu o nome oficial de Hospital Municipal Padre Germano Lauck.
O jornalista Jackson Lima pesquisou sobre a vida de padre Germano e descobriu que seu nome original era Hermann Josef Lauck. Nascido em 1934 na cidade alemã Hasborn-Dautweiler, onde é considerado um dos filhos ilustres, veio para o Brasil na década de 1960. Em 1972, chegou a Foz do Iguaçu.
Sofrimento e amor ao próximo
Em 30 de junho de 1975, sofreu um acidente de carro que o deixou paraplégico. Mesmo sem cura para a lesão, fez tratamentos adicionais na Alemanha e, em seguida, decidiu retornar ao Brasil e continuar seu trabalho pastoral em Foz do Iguaçu, atuando inclusive como vigário geral da Diocese, sendo reconhecido por sua força e determinação. Aqui, foi recebido com grande alegria pelos paroquianos.
O povo de sua paróquia e o bispado de Foz do Iguaçu o valorizaram, ofereceram um novo lar e o acompanharam em todas as situações difíceis.
Durante 32 anos, sua governanta Teresina permaneceu ao lado do padre, até sua morte, e relatava quão grande era seu sofrimento. E, também, sua vontade de ser pastor tanto de pessoas doentes como sãs.




